
Três da manhã, são raros os dias que fico acordada até essa hora. Há tempos não transbordo pensamentos e sensações a ponto de querer compartilhá-las com o mundo. Se é que é mundo.
Meu blog, a plateia que me interessa, ou o "meu mundo", teve início um pouquinho antes de uma sexta-feira treze de Junho e termina aqui, uma semana antes de outra.
O que sinto é tristeza, daquelas das mais profundas.
Deve-se praticar o desapego e ser um pouco mais realista.
Deve-se amar acima de tudo.
E ser egocêntrico, por que não? Criar o mundo em torno de alguém não é a melhor opção, ainda que seja uma tentação DELICIOSA.
"serei leal contigo, quando não quiser os seus beijos te digo. E tu também liberdade terás, pra quando quiseres abrir a porta sem olhar pra trás. "
Lealdade é a coisa mais utópica que existe, acho que mais utópico ainda que fidelidade. A verdade, nem sempre é a melhor coisa a ser dita, ainda que seja a melhor coisa que possamos dizer...
Confesso que ao meu por no lugar do outro, não imagino de que forma se olha no espelho... Acho que daí vem toda minha neurose e confusão. De fato, não consigo entender, acreditar e respeitar alguém que não sente e não tem o mínimo de lealdade para com o sentimento do outro. Não é nem cautela ou respeito, porque isso pode-se ter até separado, é humanidade. É o extremo do egoísmo estar com alguém que sente que não estas inteiro e fingir que a neurose é pura e simples do outro. Enrolar, enganar, mentir para alguém que lhe jura amor... Meu, esse o auge da distorção do sentindo da vida.
Mas também, eu finjo não acreditar em tanta coisa que vejo e ouço por ai. Eu sei que a culpa é minha, sou melo-dramática e profunda demais. Haja visto o romance que faço questão de escrever...
Mulher moderna, homem moderno... Puta, eu não vou e não quero me adaptar.
Ainda hoje ouvi uma senhora falando de quando ia ao cinema, no centro de São Paulo, com seu Broto. Meus olhos brilharam e a senhora disparou a falar. Disse que usava luvas e se arrumava para ir passear no lugar mais chic de São Paulo. Hoje, cinquenta anos depois, eles ainda dançam juntos.
Complicado é saber que você compartilhava essa indignação ranzinza com alguém que era parte deles. Brincava de carametade às avessas, junto a tantas outras..
Triste é ter receio de escrever, pq se sente inferior nisso, ainda que se orgulhasse tanto antes
Triste é ter receio de fazer uma flor, pq se sente inferior nisso, ainda que se orgulhasse tanto antes
Triste é ver todo sonho se desfazer, simplesmente pela falta de um porquê.






