quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Capitulo Final



Três da manhã, são raros os dias que fico acordada até essa hora. Há tempos não transbordo pensamentos e sensações a ponto de querer compartilhá-las com o mundo. Se é que é mundo.
Meu blog, a plateia que me interessa, ou o "meu mundo", teve início um pouquinho antes de uma sexta-feira treze de Junho e termina aqui, uma semana antes de outra.

O que sinto é tristeza, daquelas das mais profundas.

Deve-se praticar o desapego e ser um pouco mais realista.
Deve-se amar acima de tudo.
E ser egocêntrico, por que não? Criar o mundo em torno de alguém não é a melhor opção, ainda que seja uma tentação DELICIOSA.

"serei leal contigo, quando não quiser os seus beijos te digo. E tu também liberdade terás, pra quando quiseres abrir a porta sem olhar pra trás. "

Lealdade é a coisa mais utópica que existe, acho que mais utópico ainda que fidelidade. A verdade, nem sempre é a melhor coisa a ser dita, ainda que seja a melhor coisa que possamos dizer...

Confesso que ao meu por no lugar do outro, não imagino de que forma se olha no espelho... Acho que daí vem toda minha neurose e confusão. De fato, não consigo entender, acreditar e respeitar alguém que não sente e não tem o mínimo de lealdade para com o sentimento do outro. Não é nem cautela ou respeito, porque isso pode-se ter até separado, é humanidade. É o extremo do egoísmo estar com alguém que sente que não estas inteiro e fingir que a neurose é pura e simples do outro. Enrolar, enganar, mentir para alguém que lhe jura amor... Meu, esse o auge da distorção do sentindo da vida.
Mas também, eu finjo não acreditar em tanta coisa que vejo e ouço por ai. Eu sei que a culpa é minha, sou melo-dramática e profunda demais. Haja visto o romance que faço questão de escrever...

Mulher moderna, homem moderno... Puta, eu não vou e não quero me adaptar.

Ainda hoje ouvi uma senhora falando de quando ia ao cinema, no centro de São Paulo, com seu Broto. Meus olhos brilharam e a senhora disparou a falar. Disse que usava luvas e se arrumava para ir passear no lugar mais chic de São Paulo. Hoje, cinquenta anos depois, eles ainda dançam juntos.

Complicado é saber que você compartilhava essa indignação ranzinza com alguém que era parte deles. Brincava de carametade às avessas, junto a tantas outras..

Triste é ter receio de escrever, pq se sente inferior nisso, ainda que se orgulhasse tanto antes
Triste é ter receio de fazer uma flor, pq se sente inferior nisso, ainda que se orgulhasse tanto antes
Triste é ver todo sonho se desfazer, simplesmente pela falta de um porquê.

terça-feira, 3 de novembro de 2009


Composição: Arnaldo Antunes

Se tudo pode acontecer
Se pode acontecer qualquer coisa
Um deserto florescer
Uma nuvem cheia não chover

Pode alguém aparecer
E acontecer de ser você
Um cometa vir ao chão
Um relâmpago na escuridão

E a gente caminhando de mão dada de qualquer maneira
Eu quero que esse momento dure a vida inteira
E além da vida ainda de manhã no outro dia
Se for eu e você
Se assim acontecer. . .

Se tudo pode acontecer
Se pode acontecer qualquer coisa
Um deserto florescer
Uma nuvem cheia não chover

Pode alguém aparecer
E acontecer de ser você
Um cometa vir ao chão
Um relâmpago na escuridão

E a gente caminhando de mão dada de qualquer maneira
Eu quero que esse momento dure a vida inteira
E além da vida ainda de manhã no outro dia
Se for eu e você
Se assim acontecer. . .

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Além do que se vê!


ilustração: marina faria em Parem os Relógios
Meus castelos de areia nunca foram apenas castelos. Tinha sempre um flufluzinho muito caprichado!Cavava um túnel na entrada e, ao lado, um buraco para o lago.

Mesclava areia molhada à fofa, até dar a liga correta.

As janelas eram feitas sempre pela mesma concha, aquela de tipo shell. Sem nenhum lascado. As mais branquinhas, as janelas de cima e as mais marrons as de baixo. Compondo um degradê milimetricamente planejado.

Na entrada, uma estrela do mar partida ao meio.
Sempre lembrava de um história, contada por meu pai, na qual o o pescador sai partindo todas estrelas que via com o intuito de salvar a espécie. Cada metade se transformava em um individuo.

Mas, pra variar, levava muito a sério e passava quase a manhã inteira me dedicando apenas a isso.

Vinham me ajudar, mas em geral ficava brava por não depositarem tanta energia na construção: São tantas outras atrações na praia...

Por fim, ele estava pronto. Eu me orgulhava muito disso. Corria pra almoçar e o resto da tarde, passava vigiando para que nenhum marmanjo o destruísse.

No dia seguinte acordava ansiosa com a cabeça borbulhando de idéias sobre como melhorar o feito.

Mas ele nunca estava lá...

Quando mais velha fui entender que todo final de tarde a maré sobe.
E que a culpa por meu castelo ter sido destruido não era da parte da estrutura feita por quem quer que estivesse me acompanhando na construção. A culpa era minha, por ter escolhido o lugar errado para construi-lo.

Nada mais poderia ser feito a não ser começar tudo de novo!



Em uma necessidade absurda de vomitar toda minha dor...




Sempre quis construir esse castelo do Art Attack... Quem sabe nao seja o próximo...

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Sem fusão

Henri Cartier Bresson


Conquista-se algo para desadmirar outro algo. E, qual é o peso disso?
Começa a história das expectatvas... Eu não quero saber se foi projeção minha, ou não. Quero meu sonho daquele jeito: colorido, com fala e efeito especial.
Pra ser sincera, o filme não tinha lá muito contorno. As cores se misturavam no vai e vem dos personagens. Eles dançavam conforme a musica, não me lembro direito qual era, mas sei que existia. ...

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Quero voltar a brincar....





Talvez seja ato falho, mas te confesso que tem aquele gostinho de acaso.

Finjo e brinco- tá, e no fundo acredito, que é sem querer .
É sem querer! É sem querer! É sem querer. Assim, repetido três vezes. Só pra não perder aquela sensação em que você me de me descobriu.

Alias, lembra dos cobertores e das descobertas? A mistura perfeita entre desconforto e vida. Quando tudo faz sentido, e nada faz sentido. Assim: Bem clichê, ou blasê como diria os moderninhos.
Nada mais era como antes. Tudo bem. Você não faz ideia como é bom estar tudo bem.

Capitulo 2. Tomada 1
A invansão
Como pode alguém falar melhor de você, que você mesma? Como pode alguém cuidar melhor de você que você mesma?
Aí você ainda finge desconforto em algo que está deliciosamente confortável. Só pra dar um charme.


Capitulo 110. Tomada 1

O Conflito

Entre você e você mesma. Porque não tem outra coisa pra se conflitar. O conflito gira em torno da sua cabeça dura e suas expectativas "castelonas"- como diriam os sábios em Caçapava.
E aí você atribui tanta ênfase ao capitulo 110 que esquece de lembrar dos outros 109.

Crise dos vinte e tantos?


Li esse texto, e não tive como não compartilhar:



Crise dos vinte e tantos?
A chamam de ‘crise do quarto de vida’.
Você começa a se dar conta de que seu círculo de amigos é menor do que há alguns anos.
Se dá conta de que é cada vez mais difícil vê-los e organizar horários por diferentes questões: trabalho, estudo, namorado(a) etc..
E cada vez desfruta mais dessa cervejinha que serve como desculpa para conversar um pouco.
As multidões já não são ‘tão divertidas’… E as vezes até lhe incomodam.
E você estranha o bem-bom da escola, dos grupos, de socializar com as mesmas pessoas de forma constante.
Mas começa a se dar conta de que enquanto alguns eram verdadeiros amigos, outros não eram tão especiais depois de tudo.
Você começa a perceber que algumas pessoas são egoístas e que, talvez, esses amigos que você acreditava serem próximos não são exatamente as melhores pessoas que conheceu e que o pessoal com quem perdeu contato são os amigos mais importantes para você.
Ri com mais vontade, mas chora com menos lágrimas e mais dor.
Partem seu coração e você se pergunta como essa pessoa que amou tanto pôde lhe fazer tanto mal.
Ou, talvez, a noite você se lembre e se pergunte por que não pode conhecer alguém o suficiente interessante para querer conhecê-lo melhor.
Parece que todos que você conhece já estão namorando há anos e alguns começam a se casar.
Talvez você também, realmente, ame alguém, mas, simplesmente, não tem certeza se está preparado(a) para se comprometer pelo resto da vida.
Os rolês e encontros de uma noite começam a parecer baratos e ficar bêbado(a) e agir como um(a) idiota começa a parecer, realmente, estúpido.
Sair três vezes por final de semana lhe deixa esgotado(a) e significa muito dinheiro para seu pequeno salário.
Olha para o seu trabalho e, talvez, não esteja nem perto do que pensava que estaria fazendo.
Ou, talvez, esteja procurando algum trabalho e pensa que tem que começar de baixo e isso lhe dá um pouco de medo.
Dia a dia, você trata de começar a se entender, sobre o que quer e o que não quer.
Suas opiniões se tornam mais fortes.
Vê o que os outros estão fazendo e se encontra julgando um pouco mais do que o normal, porque, de repente, você tem certos laços em sua vida e adiciona coisas a sua lista do que é aceitável e do que não é.
Às vezes, você se sente genial e invencível, outras… Apenas com medo e confuso(a).
De repente, você trata de se obstinar ao passado, mas se dá conta de que o passado se distancia mais, e que não há outra opção a não ser continuar avançando.
Você se preocupa com o futuro, empréstimos, dinheiro… E como construir uma vida para você.
E enquanto ganhar a carreira seria grandioso, você não queria estar competindo nela.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Que Zica

Mulher segundo meu pai
DonaZica

Bem que meu pai me avisou
Homem não sabe, mulher
Falou que falou seu pai, meu avô
Mulher é o que Deus quiser
Às vezes quer uma flor (gardênias e orquídeas)
Às vezes só cafuné
Precisa de muito amor, haja amor
Pra sempre carinho quer
Segundo meu pai,
Mulher costuma muito chorar
Suspira pelo que quer, a mulher
Mania tem de sangrar
Entrega-se na colher
A quem não vai se entregar
Meu pai falou que mulher,
A mulher deve ter parte com o mar.
Acho que eu estou emburrecendo e ficando sem nenhuma criatividade...